À beira do abismo me crescem asas

Sempre gostei de teatro, sobre tudo peças que dialogam com a vida e a realidade, mas nos últimos tempos eu e minha esposa não temos ido muito, por motivos variados. Contrariamente não sou muito de assistir TV, primeiro porque não gosto de acompanhar os programas que passam e depois pela constante repetição de filmes. Prefiro muito escolher, o que vou assistir e quando vou assistir, on demand para mim é uma evolução sem tamanho, sobretudo hoje em dia que a vida anda tão corrida.

Ainda assim, acidentes acontecem  e foi assim que acidentalmente que mudando de canais na esperança inglória de encontrar algo de interessante para acompanhar a insônia, deparei no canal Brasil com a transmissão de uma peça teatral, A beira do abismo me crescem asas, a peça conta a história de duas mulheres no limiar de suas vidas em um asilo. Contrariando minha aversão a TV e meu entendimento que teatro deve ser visto no teatro fiquei ali sentado acompanhando a historia de Terezinha (Maité Proênça) e Valdivina (Clarisse Derzié Luz).

As personagens através de uma conversa fazem uma revisita ao seus passados ativos e gloriosos, seus sonhos e suas vidas presentes de abandono em um asilo, as personagens dizem da vida e de seus desafios, além de repensar a existência de forma divertida e irreverente. Sem falar que o fato de serem personagens femininos traz a tona toda a  discussão sobre a mulher e seu lugar na sociedade. A peça é criada de um texto de Maité Proença, inspirada em seu livro com o mesmo nome, publicado pela editora Giostri e com a direção da  atriz. A peça é bela e visceral lançando um olhar e um pensar sobre a existência. Abaixo um fragmento de Á beira do Abismo me crescem Asas. Por hoje é só deixe ai seu comentário, gosta de teatro? que peças prefere? Conhece esta peça?

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